Na noite de sexta-feira, o menino não consegue dormir. No sábado de manhã, não quer comer, reclama de dor de barriga ou vomita no caminho do estádio.

Muitos pais acham que isso é "falha de caráter", "frescura" ou que o garoto "não tem sangue frio". Não é nada disso. É o corpo de uma criança de 10 ou 12 anos somatizando um nível de pressão psicológica que nem muitos adultos suportariam.

O medo do erro: de onde vem a pressão?

Raramente o jovem atleta tem medo do adversário. O garoto tem medo de desapontar as pessoas que ele mais ama: o pai que gritava na arquibancada, a mãe que viajou horas para ver o jogo, os colegas de time.

Ele entra em campo pensando: "Se eu errar esse passe, meu pai vai balançar a cabeça e suspirar". Quando o pensamento é esse, a musculatura trava, a visão periférica diminui e o erro acontece por pura tensão mecânica.

4 atitudes práticas dos pais para blindar o emocional

  1. Separe o amor do resultado:

O garoto precisa ter certeza absoluta de que o carinho e o orgulho dos pais no jantar de sábado serão exatamente os mesmos se ele fizer três gols ou se cometer um pênalti. O amor da família não pode ser condicional ao placar.

  1. Mude o foco das metas:

Em vez de pedir "hoje você tem que fazer gol", peça metas de esforço: "hoje eu quero te ver correndo com alegria e ajudando o seu colega quando ele errar".

  1. Cuidado com a linguagem corporal na arquibancada:

Crianças olham para a cerca a cada 2 minutos. Se você cruzar os braços, colocar as mãos na cabeça ou virar as costas a cada jogada perdida, você está enviando um sinal de desaprovação direto para o cérebro dele.

  1. A frase mágica no carro:

Quando chegarem no carro, não faça o raio-x tático do jogo. Diga apenas: "Filho, eu adorei ver você jogar hoje". Espere ele puxar o assunto se quiser.

Criança que joga sem medo de desapontar os pais é criança que joga solta, veloz e criativa.